“Resende Costa está inserida num grupo privilegiado de cidades mineiras, cuja arte sacra religiosa do período barroco é uma pérola de inestimável valor e que marcou nossas manifestações artísticas e culturais, como em outras paróquias da diocese de São João del Rei, tais como: Prados, Tiradentes, São João del Rei entre outras”. Foi o que escreveu Padre João Rodrigues de Paula, Pároco de Resende Costa na ocasião da inauguração do Museu de Arte Sacra Paroquial (17/01/1993)
O objetivo do museu não é somente o de preservar as peças, mas proporcionar aos fiéis e turistas um acesso mais fácil à arte sacra, a fim de que possam admirar e conhecer o trabalho cultural da igreja através dos tempos. Essa foi a idéia que motivou o criador e idealizador do museu, Padre João Rodrigues de Paula.
O museu abriga várias imagens e outras peças que foram recolhidas em capelas rurais, bem como na própria Igreja Matriz. A restauração dessas imagens ficou a cargo do artista são-joanense Carlos Magno de Araújo.
Dentre as mais belas imagens destaca-se a de Nossa Senhora do Carmo, que data do século XVIII. Essa imagem pertenceu à capela particular da Fazenda dos Campos Gerias, de propriedade do inconfidente José de Resende Costa (pai). Uma outra imagem que chama muito a atenção de quem visita o museu é a de São José de Botas, a única que ao ser restaurada possibilitou a identificação do autor da pintura, além da data e do local. Trata-se de Luiz Baptista Lopes, de São João del Rei, aos 15 de dezembro de 1897.
Após alguns minutos de contemplação não há como não ficar maravilhado com tamanha riqueza artística e cultural do Museu de Arte Sacra Paroquial. É possível fazer uma viagem pela história de nosso município, observando todo o acervo disponível, sobretudo a galeria de fotos que contém todos os padres que, de uma forma ou de outra, ajudaram a escrever a história da Paróquia de Nossa Senhora da Penha de França, desde a sua criação em 1840.
O museu nos faz olhar o passado e sentir saudades, pois como escreveu Padre João, “saudade, porque, sujeitas aos reveses da história muitas coisas se dispersaram, espalharam-se ou até mesmo, com o passar dos anos, se perderam, desfazendo-se, dessa forma, o que constitui a mais autêntica expressão de fé e sensibilidade artística de um povo”.